10 Setembro 2015
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artigo narrativaA prática de contar histórias é bem antiga. Remonta à época em que as pessoas sentavam-se em torno da fogueira para ouvir histórias que falavam de vivências, conquistas e conhecimentos adquiridos pelo grupo. Assim, foi possível preservar tradições, valores, refletir sobre o presente e apontar transformações, contribuindo para a formação de identidades.

Os avanços tecnológicos trouxeram recursos mais sofisticados e novos canais de expressão à prática de contar histórias. A possibilidade de reprodução de imagens e textos em folhas de papel, por meio da prensa, permitiu que a informação escrita pudesse ser armazenada e difundida para um número maior de pessoas e lida a qualquer tempo. Com o rádio, a voz do homem chegou mais longe; com a câmera escura, a imagem recriou a realidade.

Em fins do século XIX, foi possível captar e projetar a imagem em movimento, surgindo, dessa combinação, o cinema. Nos anos 1920, a trilha sonora foi incorporada ao filme. Na década seguinte, o audiovisual chegou aos lares pelas telas da TV e, décadas depois, pelas telas dos computadores. Mais recentemente, os vídeos ganharam mobilidade nas telinhas dos celulares. Hoje, com o avanço tecnológico na transmissão de dados e com as novas facilidades de comunicação, as narrativas audiovisuais ocupam espaço significativo no nosso dia a dia, caracterizado por uma expressiva circulação de mensagens.

Uma história é contada em um tempo imaginário de acontecimentos reais ou fictícios, encadeado pela ordenação das cenas. Ao narrar, são feitas escolhas. Escolhe-se quem atua, em que lugar e época, em que velocidade e ritmo, com que episódios, obstáculos e desfecho se estrutura a história. É a interferência do diretor na construção da mensagem audiovisual, recriando a realidade sob o seu ponto de vista, utilizando-se, para isso, de recursos específicos do meio, como enquadramento, iluminação, corte e efeitos especiais.

A linguagem audiovisual tem uma gramática própria, que se renova com a introdução de novos aparatos técnicos. Ela é construída a partir da combinação de som, imagem e palavras. Esses elementos, com a interferência de outros específicos do meio, criam mensagens para transmitir informações, opiniões, ideias, sensações e sentimentos que vão influenciar seus espectadores na constituição de sentidos e significados.

Pequeno glossário

glossario
Para usar em sala de aula

Exiba um vídeo de ficção até um ponto previamente determinado por você (esse ponto deve ser um momento de impasse na história, a partir do qual ocorrerá o desfecho).

Pare o vídeo e peça que os alunos, em grupo, identifiquem os personagens, a época e o local em que a história acontece, a trama principal e a ação que gerou o impasse, conflito ou obstáculo.

Oriente para que criem um desfecho para a trama (ou o enredo) e que cada um relate esse desfecho para a turma.

Solicite que os grupos identifiquem no vídeo os elementos que contribuíram para a percepção da mensagem.

Finalmente, exiba o final “escolhido” pelo autor. Os grupos devem comentar como foi a produção conjunta de um mesmo desfecho. Havia consenso no grupo? Todos tinham percebido o vídeo da mesma forma? Ficaram surpresos com o final do autor? Comente as respostas, conectando-as com os referenciais do meio, as experiências pessoais e os códigos da linguagem audiovisual.

Com essa atividade, o aluno terá a oportunidade de:

  • Identificar os elementos principais de uma narrativa audiovisual.
  • Ser coautor, participando da formulação da mensagem e atribuindo sentido a ela.
  • Expressar e compartilhar pensamentos, conceitos, valores e desejos.
  • Reconhecer a intencionalidade do autor na formulação da mensagem.

(Texto extraído do fascículo Por Trás da Cena, da MultiRio)

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