16 Abril 2015
0
0
0
s2sdefault
 

imagem da animaçãoA estiagem de 2014 fez milhares de paulistas conviverem com a falta cotidiana de água e o maior reservatório de abastecimento do Rio de Janeiro – o Paraibuna – atingir o volume morto (quando é preciso usar bombas para puxar a água porque está abaixo do nível das comportas).

O que poucos sabem e quase ninguém compreende bem é que a Floresta Amazônica tem uma relação direta com a quantidade de chuva que cai no Rio e em São Paulo. Trata-se do fenômeno chamado de “rios voadores”, desvendado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os cientistas já sabiam que a Floresta Amazônica funciona como uma bomba d´água, que puxa para dentro do Continente Americano a umidade evaporada pelo Oceano Atlântico. Ao seguir continente adentro, as nuvens trazem a chuva para a floresta. Então, sob o sol tropical, as árvores “transpiram” e devolvem a água para a atmosfera na forma de vapor. Assim, o ar daquela região é
caderno do professorpermanentemente recarregado com umidade, que continua sendo transportada rumo a oeste, levando a chuva por onde passa, até ser barrada pela Cordilheira dos Andes. Por causa do paredão de 4 mil metros de altura, em média, e mais de 7 mil quilômetros (da Venezuela ao Chile), os chamados rios voadores, ou seja, massas de ar carregadas de umidade, são desviados para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Floresta tem importância cotidiana

Ter consciência da influência da Floresta Amazônica na vida de todo brasileiro, seja por causa do uso cotidiano da água pelos cidadãos, pelo uso na agricultura ou na criação de animais, é estratégico para que ela seja protegida do desmatamento. A permanência da Floresta garante nosso suprimento de água e, consequentemente, de alimentos.

Por isso, os pesquisadores do projeto Rios Voadores estão capacitando professores brasileiros para repassar o novo conhecimento aos alunos. Além de aulas presenciais em alguns estados (o RJ não está incluído), o site oferece farto material: animações didáticas, fotos, vídeo com palestra de Antonio Nobre - pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e representante do Inpe - , o livro infantojuvenil Rios que Voam, para as crianças menores, entre outros itens.

Tudo isso para difundir a consciência de que água não cai simplesmente do céu. Pode, isto sim, ser “fabricada”, bastando que, em vez de desmatar, haja replantio de árvores em áreas estratégicas.


Fonte:

Riosvoadores.com.br

Mídias Relacionadas
Relacionados
Mais Recentes