28 Junho 2017
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logo300O projeto Educação Livre (EduLivre) é uma plataforma digital destinada a jovens entre 16 e 29 anos, com o objetivo de auxiliar sua colocação profissional. A iniciativa surgiu de uma ação conjunta entre o Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A proposta é que, a partir de uma linguagem divertida, seja possível estudar, com autonomia, justamente aqueles conteúdos que colaboram para desenvolver as qualidades mais valorizadas durante um processo seletivo – entre elas, competências básicas em Língua Portuguesa e Matemática e habilidades pessoais e socioemocionais, como trabalho em equipe e relacionamento com colegas.

Ação do EduLivre no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, em 12 de junho (Fonte: Divulgação)

De acordo com os dados da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2015, existem no país 44,7 milhões de jovens na faixa de público-alvo do EduLivre. Desse total, 24,6 milhões são de baixa renda, 13 milhões estão desempregados e 2,9 milhões não concluíram o Ensino Médio. Para aproximar mercado e mão de obra, a equipe desenvolvedora sintetizou as demandas comuns dos empregadores e contou, também, com a participação de mais de cinco mil jovens no processo de construção da plataforma digital, como relata Maria Valéria de Medeiros, especialista em desenvolvimento industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e gestora da equipe pedagógica do Edulivre.

Portal MultiRio – Como foram escolhidos os conteúdos que constituem a plataforma Educação Livre?

Maria Valéria de Medeiros – Escolher é uma ótima palavra, pois o mundo do trabalho pode “escolher os jovens” ou “não escolher os jovens”... E por quê? Então, fomos pesquisar o que era fundamental para as empresas parceiras do projeto, em termos de competências e de habilidades, para ocupar uma vaga de trabalho. A equipe do EduLivre realiza workshops dentro das indústrias para ouvir, em conjunto, as áreas de produção, recursos humanos e qualidade, e compreender as tarefas típicas de cargos básicos, que podem ser ocupados pelos jovens. Quando a equipe pedagógica identifica – e valida com as empresas – lacunas de competências que comprometem a execução de tarefas, o próximo passo é transformar essas lacunas em conteúdos. Escolhemos conteúdos que desenvolvem os jovens na direção das competências definidas pelas empresas.

PM – Esse acervo será ampliado?

MVM – Com certeza! Estamos iniciando com conteúdos referentes a seis competências básicas, para o trabalho e para a vida. Em breve, teremos outros, referentes a mais duas competências. A ideia é a produção contínua de conteúdos próprios, inclusive por demanda de empresas parceiras, e, da mesma forma, receber continuamente contribuições de parceiros e voluntários. Temos uma ferramenta na plataforma chamada Colabore. Nosso acervo será ampliado, também, com indicações de vídeos, podcasts e ilustrações.

PM – Qual a expectativa em relação aos resultados práticos do projeto?

MVM – Esperamos transformar a vida dos jovens que estão sem perspectiva. Queremos que eles vejam sentido no que aprendem, encontrem oportunidades de trabalho, continuem a se desenvolver e avancem em busca de seus sonhos.

PM – A aposta na abordagem pela dramaturgia é bastante simpática. Como surgiu o Super Edu, que é personagem de alguns vídeos?

Super Edu e Jorge: interações cômicas (Fonte: Plataforma EduLivre)

MVM – Pesquisas que realizamos com jovens apontavam a ausência, em suas vidas, da figura de um mentor, de um conselheiro. Quando relatamos isso para os atores Leônidas Fontes e Saulo Pinheiro, da Cia. de Comédia Setebelos, nasceu o Super Edu e nasceu, também, o Jorge, que ele vem socorrer – que somos todos nós, em nossos apuros de trabalho. Toda a equipe adorou! Agora, estamos esperando o retorno dos jovens para ver se continuamos a saga desses personagens.

PM – Quais têm sido as primeiras impressões depois do lançamento da plataforma, em 12 de junho?

MVM – A comunidade tem elogiado bastante, e a receptividade, na hora do cadastro nos pontos públicos de acesso, foi surpreendente. Ainda não temos os números de acessos consolidados, mas a percepção de toda a equipe é de que serão bem expressivos.

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