09 Março 2020
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A E.M. Roberto Burle Marx atende 615 estudantes, da Educação Infantil ao 9º ano (foto: arquivo Sara Castro)

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) indica que 88% dos alunos do 9º ano da E.M. Roberto Burle Marx (7ª CRE), em Jacarepaguá, aprendem o adequado na competência de leitura e interpretação de textos, assim como 78% em Matemática. A nota da escola referente ao aprendizado geral dos estudantes no ranking do MEC está em 7,34. O Portal MultiRio procurou saber quais são os elementos que fazem com que a unidade seja eficiente há anos.

 

A E.M. Roberto Burle Marx atende 615 estudantes, da Educação Infantil ao 9º ano. Esse seria o primeiro ponto: nos 11 anos de convívio com as crianças e adolescentes, a equipe da unidade busca identificar quais são as fraquezas e forças de cada um no processo de aprendizagem. As habilidades são incentivadas e as dificuldades auxiliadas. A participação da família é outra faceta indicada como componente positivo. Os responsáveis são chamados para que, por meio de conversas com os educadores, possam somar no desenvolvimento do aluno. Para a equipe pedagógica, é importante que o aluno se sinta acolhido e reconhecido. A estratégia é que a valorização do aluno o impulsione a estudar.

Um outro aspecto presente na unidade escolar é o constante diálogo entre educadores e estudantes sobre a importância do respeito em relação aos professores, aos demais profissionais e ao cuidado com a infraestrutura escolar. Os educadores passam para os estudantes que os estão preparando para a vida. O futuro também é abordado nessas conversas, suas possibilidades e seus sonhos. “Quando o aluno percebe que todos trabalham em função dele e que esperam que ele se dedique aos estudos, ele aprende. Percebo que eles são muito felizes aqui, que vir à escola é um imenso prazer  e que aprender é consequência de tudo isso”, conclui a diretora da unidade Sara de Carvalho Castro.

Fluxo

A nota da E.M. Roberto Burle Marx no Ideb, em 2017, referente ao aprendizado, foi 7,34, mas, devido ao número de alunos que não seguiram o fluxo, a nota geral no ranking do MEC ficou em 6,4. “Reprovar não é tarefa fácil. Discutimos durante todo o ano sobre a recuperação do aluno, pensamos a cada bimestre em estratégias para que ele se aproprie dos conteúdos necessários ao ano seguinte. No último bimestre, nos perguntamos sobre o impacto desta reprovação na vida de cada um deles.  Na maioria das vezes, se chegamos à decisão de reprovar, a atitude se mostra correta. O aluno consegue ser um aluno muito melhor depois disso. No início do ano seguinte, às vezes, mostra-se cabisbaixo, mas, já no primeiro bimestre consegue entender que precisava rever alguns conceitos para que seguisse com mais segurança”, explica a diretora.

O projeto político-pedagógico da E.M. Roberto Burle Marx chama-se "A escola da minha vida". Seu princípio é preparar com qualidade o aluno da Rede Pública Municipal de Ensino para que tenha melhores habilidades para participar da sociedade na qual vive. Por isso, a escola procura despertar nos alunos suas aptidões para que ele possa conhecê-las e, assim, desenvolver seu potencial para tornar-se um cidadão integralmente participativo e producente.

Dança é uma das possibilidades fora do núcleo curricular comum (foto: arquivo de Sara Castro)

Ao longo dos anos, mesmo com dificuldades, a gestão da unidade vem desenvolvendo atividades para criar oportunidades para os estudantes, como, por exemplo, a monitoria, na qual alunos mais velhos ajudam estudantes mais novos em suas lacunas, oferecendo reforço no estudo. Além disso, são oferecidas aulas de balé, sapateado, vôlei, basquete e handebol.

A diretora conta que o trabalho em equipe é a razão do sucesso da unidade porque todos são comprometidos com a  formação dos alunos e com a aprendizagem efetiva que os permita utilizar  os conhecimentos apreendidos.  Os profissionais são qualificados e buscam encantar,  surpreender e instigar o aluno no dia-a-dia para que a escola seja agradável e acolhedora em seu cotidiano.

Em 2020, os planos são aumentar o tempo de reforço por meio da monitoria; acompanhar o aprendizado propondo atividades mais atrativas; reduzir o índice de reprovação; e preparar um maior número de alunos do 9º ano para conseguir uma vaga no Ensino Médio de qualidade.

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