06 Abril 2021
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Imagem: Reprodução/maredeciencia.com.br

O Maré de Ciência é um programa de difusão científica e engajamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que busca fortalecer e integrar ciência, políticas públicas e sociedade. O projeto trabalha as Ciências do Mar no contexto da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, alinhado aos objetivos da Década do Oceano da ONU.

“Criamos um programa que une ensino, pesquisa e extensão universitária. Tudo isso num projeto que, por meio da comunicação na ciência, possa gerar a conservação dos ambientes e a melhoria da qualidade de vida. Entendemos que se trata de um diálogo. A gente precisa traduzir o conhecimento cientifico, mas também valorizar o conhecimento tradicional, as necessidades do poder público, da sociedade civil, dos empresários. As histórias das heranças culturais também precisam ser amarradas nesse conhecimento cientifico. A partir daí, vamos construindo produtos e ações dinâmicas”, explica Barbara Lage Ignacio, coordenadora do Maré de Ciência e professora do Instituto do Mar, da Unifesp.

Em 2020, mesmo com as dificuldades impostas pelo ensino remoto, o Maré de Ciência lançou o Desafio Oceano na Educação, um convite para que escolas de todo o Brasil desenvolvessem ações relacionadas à cultura oceânica e compartilhassem suas experiências, estimulando uma rede de trocas e de aprendizagem.

Ao final do desafio, foi realizado o I Fórum dos Jovens Embaixadore(a)s do Oceano, no qual três estudantes de cada escola apresentaram seus projetos e falaram sobre suas experiências. O evento foi transmitido pelo YouTube e está disponível no canal do Maré na Ciência.

Ainda como desdobramento, será lançado neste ano um livro sobre as práticas desenvolvidas nas 71 escolas que participaram do projeto.

No site do Maré de Ciência é possível conhecer mais o programa e ter acesso a um repositório de materiais sobre cultura oceânica.

Escola Azul Brasil e Escola Azul Atlântico: programas distinguem escolas que promovem a cultura oceânica

A Escola Azul é um programa educativo do Ministério do Mar, de Portugal, que tem como missão promover a cultura oceânica na comunidade escolar. O programa distingue e orienta as escolas que trabalham temas ligados ao mar, criando uma comunidade que aproxima escolas, universidades, ONG's, entre outros atores.

Com inspiração nessa iniciativa, o Maré de Ciência lança, em 2021, a Escola Azul Brasil e a Escola Azul Atlântico, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Unesco.

“O programa Escola Azul Brasil convida as escolas a pensar sobre como abordar o tema oceano de forma multidisciplinar. A ideia é deixar que as escolas decidam os temas que querem tratar e os formatos de se fazer. Então, elas apresentam de que maneira, ao longo de dois anos, elas podem abordar o tema Oceano de forma transversal, em diferentes anos e etapas de ensino e juntando diferentes disciplinas”, explica Ronaldo Christofoletti, membro do Comitê Assessor de Comunicação para a Década do Oceano da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e um dos coordenadores do Maré de Ciência.

A chamada que trará os pré-requisitos e detalhes das inscrições será divulgada na primeira semana de junho.

Na mesma ocasião, também será lançado o Escola Azul Atlântico, uma rede com 12 países: Brasil, Irlanda, Reino Unido, França, Portugal, Namíbia, Cabo Verde, África do Sul, Angola, São Tomé e Príncipe, Argentina e Canadá.

“Se uma escola quiser entrar em contato com uma outra, de algum desses países, e pensar em projetos convergentes, ela poderá receber o selo Escola Brasil Atlântico. É uma oportunidade de trocar informação e conhecimento com instituições de países com línguas, com culturas e com realidades econômicas diferentes”, acrescenta Christofoletti.

Olimpíadas Brasileiras sobre o Oceano destacam protagonismo de crianças e jovens

As Olimpíadas Brasileiras sobre o Oceano são outra novidade do Maré da Ciência para 2021. A proposta é que estudantes submetam trabalhos que falem sobre a cultura oceânica.

Os alunos podem se inscrever individualmente ou em grupo, e não precisam estar vinculados a uma instituição de ensino para participar. A previsão é que o lançamento ocorra no dia 21 de abril.

“Não é uma Olimpíada como a de Matemática ou a de Física, por exemplo, em que os alunos fazem testes de conhecimento. A ideia é a construção de produtos que comuniquem a cultura oceânica.  Também não há um ranqueamento das ações. Entendemos que eles não partem de um mesmo ponto, não têm acesso às mesmas possibilidades, então, não queremos gerar uma competição que não faz muito sentido”, adianta Barbara Ignacio, dizendo que uma das ideias é criar prêmios temáticos – um recorte “mulheres”, por exemplo –, como forma de estimular os estudantes.

A coordenadora do Maré de Ciência conta que haverá categorias para que os alunos consigam vislumbrar melhor como traduzir e levar a ideia até o final.

“Eles vão poder desenvolver produções artísticas, produções para mídias sociais, produtos de ensino propriamente dito, entre outros. E nós promoveremos ações de suporte.”

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