16 Junho 2021
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Guia foi desenvolvido por Wellington de Oliveira, mestre em Geografia pela USP e professor da Rede Municipal de São Paulo (Imagem: Reprodução)

Desenvolvido por Wellington de Oliveira Fernandes, mestre em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da rede municipal de ensino de São Paulo, o Guia metodológico para mapas críticos e participativos sistematiza de maneira sucinta uma série de oficinas desenvolvidas pelo coletivo Quebrada Maps, na favela do Sapé (SP), em 2017.

O Quebrada Maps é um projeto de formação de agentes de mapeamento participativo e crítico, que busca promover o “empoderamento cartográfico” em parceria com escolas públicas.

O objetivo do guia é fomentar a leitura crítica dos mapas e a produção de outros discursos cartográficos, democráticos e coletivos. E, assim, subsidiar iniciativas inseridas nos espaços educacionais, principalmente, na periferia.

A publicação é dividida em quatro blocos: Problematização, Desvendando o território através dos mapas, Trabalho de campo e Meu caderno de mapas. Cada bloco apresenta uma ou mais propostas de oficinas.

No artigo Quebrada Maps, mobilizando mapas críticos e participativos, publicado na Revista Giramundo, os autores apresentam o que chamam de “esboço estratégico genérico”, com exemplo de aplicação. Confira.

1. Selecionar um tema/conceito da Geografia e problematizá-lo com a turma
Exemplo: Divisão Internacional do Trabalho.

2. Pensar quais dados poderiam ser espacializados
Fabricação de produtos alimentícios, vestuário, eletrônicos, automóveis... X matriz das marcas (Coca-Cola, Nike, Samsung, Ford etc.).

3. Fazer um campo com os alunos para coletar os dados
Campo: mercado, lojas, comércio, residência etc.

4. Colocar os dados sob uma base de mapa já elaborada (municipal, estadual, nacional) e orientar os estudantes quanto ao uso da linguagem cartográfica no mapeamento
Mapear com símbolos diferentes os lugares de produção e os lugares de origem das empresas.

5. Analisar e buscar explicar a espacialidade do fenômeno nos mapas
Existe padrão espacial das fábricas e das matrizes? Por quê?

6. Meu lugar no espaço
Qual é a relação do meu bairro com o fenômeno (consumo, produção, exclusão)?

Fonte: Artigo Quebrada Maps, Mobilizando Mapas Críticos e Participativos, publicado na Revista Giramundo.

O Guia Metodológico para mapas críticos e participativos está disponível em formato pdf.

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