16 Junho 2021
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Em vídeo do IBGE, educador orienta sobre a produção de mapas táteis (Imagem: Reprodução/ YouTube)

A inclusão de estudantes com deficiência visual traz desafios, também, no campo da Geografia.

Pesquisadoras do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar (Labtate), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Tamara Régis e Ruth Nogueira apontam que há carência na disponibilidade de gráficos e de imagens táteis.

Segundo as autoras, isso se dá pois existe um senso comum de que as pessoas com deficiência visual não podem “ver” ou “observar” as imagens, e que estas, portanto, deveriam ser abolidas de seu cotidiano.

“Tal crença se mostra totalmente infundada, à medida que as pessoas com deficiência visual podem e devem ter acesso a imagens. Porém, estas devem estar acessíveis em uma linguagem que possa ser compreendida pela ausência de referenciais visuais”, defendem, no artigo Como elaborar atlas escolares visando à educação inclusiva.

Como fazer mapas táteis

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de seu portal educativo IBGEeduca, disponibiliza um passo a passo sobre como produzir um mapa tátil.

No vídeo, publicado no canal do IBGE no YouTube, o professor de Geografia Marcelo Miranda, do Instituto Federal de Pernambuco, ensina como fazer um mapa usando materiais coloridos, agradáveis ao toque e reconhecíveis por meio do toque.

O IBGEeduca disponibiliza mapas para consulta, download e impressão. Reúne, ainda, sugestões de atividades para turmas da Educação Infantil ao Ensino Médio, sobre temas variados – e não apenas para o estudo da Geografia.

Há propostas com mapas e textos informativos sobre biomas brasileiros, sobre o continente africano, sobre questões de gênero, sobre indígenas, entre outros.
Muitas das atividades apresentadas podem ser adaptadas ao ensino remoto.

USP: Manual de imagens para deficientes visuais

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH -USP) lançou, em maio de 2021, o e-book Manual de imagens para deficientes visuais, com o objetivo de incentivar a distribuição desses materiais e ajudar na formação de profissionais que sejam qualificados para produzi-los.

No livro, os autores falam sobre a questão histórica e social da cegueira, sobre o sistema Braille e apresentam métodos de criação de imagens táteis, com exemplos de desenhos táteis adaptáveis, incluindo gráficos, mapas e tabelas.

A publicação, disponível no Portal de Livros Abertos da USP, é resultado do trabalho do professor Julio Cesar Suzuki (FFLCH), em conjunto com pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA).

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