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MCE Reportagens
03 Julho 2020
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Professores de Educação Física da 8ª CRE compartilham aulas em canal criado no YouTube (Imagem: Reprodução/ YouTube)

A criatividade e o potencial de adaptação têm sido destaque nas propostas pedagógicas de professores de Educação Física da Rede Pública Municipal de Ensino compartilhadas em redes sociais como o YouTube e o Facebook. No Instagram, a 8ª CRE (@oitava_cre) realiza, ainda, lives com professores da disciplina, uma maneira de integrar os docentes, inspirar e promover a troca de experiências.

Entre as sugestões compartilhadas em diferentes plataformas, e voltadas para alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, estão jogos, brincadeiras, modalidades esportivas menos convencionais e até atividade de faz de conta envolvendo exercícios de ioga. Veja algumas dessas propostas.

1) Golfe no tabuleiro

Indicada para crianças que estão iniciando o processo de alfabetização, a atividade proposta pelo professor Arthur Pires, do Ciep Maestrina Chiquinha Gonzaga (8ª CRE), em Bangu, trabalha a coordenação óculo-manual, habilidade que permite a realização de ações que requerem o uso simultâneo das mãos e dos olhos, como o ato de escrever.

No vídeo, ele ensina como fazer tabuleiros para jogar diferentes variações de golfe, desde uma mais simples até  o desafio com labirintos de rolo de papel, no qual podem ser trabalhadas as vogais, as letras do nome da criança ou, ainda, a soma de pontos.
Para construir o tabuleiro, são necessários rolos de papel alumínio ou de papel higiênico vazios, caixa de papelão (uma embalagem de pizza, por exemplo), bolinhas de gude ou similares, tesoura, cola branca e caneta.

Propostas semelhantes a essa, desenvolvidas com materiais recicláveis (como o totó e o futebol de bandeja), e muitas outras, estão reunidas no canal Educação Física da Oitava, da 8ª CRE.

2) Badminton

O badminton é uma modalidade esportiva que ganhou espaço em muitas escolas da Rede por meio do projeto Transforma, criado pelo Comitê Rio 2016. O professor Maurício Vianna, que atua na E.M. Dalva de Oliveira e no Ciep Frei Veloso, ambos em Realengo (8ª CRE), ensina alguns pontos básicos para que crianças e adolescentes possam praticar a modalidade em casa, de maneira adaptada.

Em vídeo, professor Maurício Vianna ensina como fazer, em casa, equipamentos usados no badminton (Imagem: Reprodução/ YouTube)

Para começar, é preciso confeccionar os equipamentos a serem utilizados. As raquetes são feitas com papelão e com um pedaço de madeira (como os de um caixote de feira), barbante, fita adesiva, usando tesoura e um prato grande para servir de molde. Já para a peteca, são utilizados apenas uma bexiga e um guardanapo.

Em seu canal no YouTube, o professor apresenta diferentes propostas para serem desenvolvidas em casa, que vão desde as modalidades esportivas mais tradicionais, até práticas de aventura, como a corrida de orientação.

3) Percepção sensitiva

Brincadeiras em que uma pessoa faz um desenho e outras tentam adivinhar do que se trata costumam ser populares em gincanas e até nortear jogos de tabuleiro. Mas como seria descobrir o que está sendo escrito no papel sem poder olhar, apenas sentido o percurso do lápis ou da caneta?
A proposta é apresentada pelo professor Alcione José Campos Soares, do Ciep João Mangabeira (11ª CRE), na Ilha do Governador. Para realizá-la, uma folha A4 ou de caderno deve ser colada, com uma fita adesiva, nas costas da criança. Então, uma segunda pessoa escreve ou desenha no papel e o aluno deve reproduzir o que sentir, simultaneamente, em uma folha.

O nível de dificuldade pode variar, indo de atividades mais simples, que envolvem formas geométricas, letras e números, até as mais complexas, com desenhos, palavras e até contas matemáticas.

4) Jogos com tampinhas de garrafa PET

Voltada, principalmente, para alunos da Educação Infantil, a corrida de tampinhas é uma atividade que requer poucos materiais e faz muito sucesso com as crianças. Quem indica é o professor Ricardo Portugal, do EDI Professora Solange Conceição Tricarico (4ª CRE), em Bonsucesso.

Primeiro, deve-se marcar no chão o trajeto da prova, da largada até a linha de chegada, com a ajuda de uma fita adesiva, um pedaço de giz ou até mesmo de gesso. Então, as tampinhas devem ser colocadas na posição inicial e o primeiro participante deve jogar um dado: o número indicado corresponde ao número de petelecos que devem ser dados por ele, em direção ao final da prova. Vence quem cruzar a linha de chegada primeiro.

A criança que não possuir um dado, pode escrever números de um a seis em pequenos pedaços de papel, colocá-los em um saquinho ou outro recipiente e sortear; ou, ainda, é possível confeccionar um dado usando um rolo de papel higiênico vazio, como ensina a professora Carla Fernanda Belo, em vídeo compartilhado no canal da 8ª CRE no YouTube.

Para alunos do 6º ao 9º ano e, também, do Carioca II, a professora Hila Carla Albuquerque, da E.M. Evangelina Duarte Batista (5ª CRE), em Marechal Hermes, ensina o jogo do peteleco e o futebol de peteleco. Ambas as propostas, simples de serem realizadas e que demandam poucos materiais, são apresentadas em um vídeo que reúne todas as regras sistematizadas, além de fotografias que auxiliam no entendimento da proposta. Vale a pena, também, conferir o vídeo em que a mesma professora ensina aos alunos a confeccionar um jogo de xadrez - e praticar! -, também usando tampinhas.

5) Brinquedo “vai e vem” com garrafa PET

Imagem: Pixabay

Garrafas de plástico são materiais muito usados em artesanatos e, também, na confecção de diferentes tipos de jogos e brinquedos. Um exemplo foi dado pelo professor Eraldo Américo, da E.M. Viriato Corrêa (5ª CRE), em Oswaldo Cruz: a construção de um “vai e vem”, brinquedo que já atravessou décadas divertindo crianças.

Para isso, é preciso duas garrafas PET, fita adesiva, dois pedaços de corda (como as usadas em um varal de roupas) de aproximadamente 2m cada, quatro tampinhas de garrafa PET e uma tesoura. O passo a passo é ensinado pelo professor no vídeo.

6) Jogo da memória corporal

Em um dos vídeos compartilhados em seu canal, o professor Rodrigo Teixeira da Fonseca, do Ciep Presidente Juscelino Kubitschek (4ª CRE), em Bonsucesso, ensina aos alunos um jogo de memória diferente, no qual o participante precisa movimentar o corpo.

Primeiro, o professor orienta os estudantes a usar uma fita adesiva para fazer quatro quadrados grandes no chão, enfileirados lado a lado e numerados de 1 a 4. Então, o aluno deve saltar dentro dos quadrados, de acordo com a sequência numérica ditada por uma outra pessoa (por exemplo, um irmão, o pai,  a mãe ou o responsável). No início, a sequência envolve apenas dois números, mas, depois, o nível de dificuldade aumenta, com séries de três e quatro algarismos.

7) Exercícios de ioga em brincadeira de faz de conta 

Ioga e contação de histórias: atividade para Educação Infantil (Imagem: Reprodução/ YouTube)

Brincadeiras de faz de conta são bastante exploradas com alunos da Educação Infantil. Pensando nisso, o professor Felipe Rocha apostou na ludicidade para trabalhar elementos e posições de ioga com os pequenos. O docente atua no EDI Professora Maria Cecilia Ferreira, em Realengo, e no Ciep Padre Paulo Corrêa de Sá, em Padre Miguel, ambos da 8ª CRE.

Na atividade intitulada Passeando na Floresta, Felipe explora personagens como uma tartaruga que se protege de gaviões, um camaleão que gosta de pegar sol e uma árvore muito antiga e muito grande. Ao contar a história, o professor realiza diferentes movimentos com o corpo, exercícios de respiração e de equilíbrio, com o objetivo de que os mesmos sejam reproduzidos, em casa, pelas crianças.

8) Aulas de caratê

Professor das escolas municipais Motorista Paschoal André, na Pavuna, e Cláudio Ganns, em Anchieta, da 6ª CRE, Francisco Rafael Daltro propõe exercícios de caratê aos alunos em videoaulas curtas que exploram uma modalidade esportiva ainda pouco conhecida por muitas crianças e adolescentes.

No primeiro vídeo publicado, o docente propõe um aquecimento, trabalha a postura e ensina movimentos de defesa, de soco e de chute. No segundo, aumenta a complexidade, acrescentando mais movimentos.

A capoeira também já foi tema de uma aula compartilhada pelo professor, na qual ele não apenas ensina os exercícios práticos, mas também apresenta curiosidades históricas.

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